O problema não é a expectativa, os planos que fazia pra chegar ao seu objetivo. E sim o medo de como iria se sair em cada passo que daria. A forma intensa como se entregava para aquele desejo de ser, assustava até sua própria mente. Mas durante muito tempo, antes de pensar em começar, ouviu coisas que parafraseava seu ego, deixando marcas notáveis até o resto de seus dias. E lembrando-se disso mais tarde, houve quem diria que estava ficando louco, que pedia a morte em cima da sua cabeça o mais breve possível, que não era feliz. Jamais ouviu dizer que não era feliz, nem se perguntou qualquer dia sobre isso. Então ficou atônito, e passou a caminhar sem dar as mãos para ninguém. Podia simplesmente enxergar seu caminho com seus próprios olhos. Certa vez, oscilou vagamente em uma decisão importante, e foi perspicaz em cada detalhe. Quando estava quase lá, disseram que sua duvida o sacrificou a ponto de nunca mais aparecer. Dizem estar morto, dizem ter desistido. E o vento trazia noticias de que estava no topo da onde queria chegar, graças a uma imponência brilhante. E acreditou oscilar por diversão, assim a expectativa seria maior que a do começo.
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0 Responses "Navegar é preciso, viver não."
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